quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Doi...




Dói quando se junta o amor e a paixão;
Dói quando se junta o desejo e a razão;
Dói quando se diz sim;
Dói quando se diz não;
Dói quando o vaso quebra;
Dói para consertar.
Dói quando se vai embora;
Dói muito mais pra voltar.
Dói quando o amor demora;
Dói quando vai chegar.
Dói tudo dentro da gente
Tudo que é diferente
Mesmo que o que se sente
seja o melhor pra nós.
Mas o que mais dói na vida
é saber que o “que” pára o sofrimento
é o AMOR, o que mais dói.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DESERTO...




é um vazio que queima nossa alma;
é uma areia que cega nossos olhos;
é um vendaval que nos arrebata.
Deserto, é um nada que vemos;
é uma extensão de milhares de milhas
sem nada, sem nada...
Deserto, é o que tentamos tocar, e nossas
mãos não conseguem;
é o perfume que sentimos e não vemos.
Deserto, é a cama em que dormimos;
é o espaço entre ela e eu.
Deserto, é o beijo que trocamos;
sem sabor, sem sabor...
Deserto, é o café da manhã;
é a distância na mesa.
Deserto, é o sentimento, é o sentimento.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UMA FESTA, UMA DANÇA, UM ADEUS




É um furor dentro da alma
Que vai queimando de fora pra dentro
Separando fibras e ajuntando moléculas distantes.
É essa música frenética
Que distorce minha consciência
E amansa meu coração.
Empurra os graves, ouvido abaixo
E me faz vomitar agudos estridentes de prazer,
Repelindo o suor efervescente que desce pela minha espinha
E se mistura ao toque suave da tua mão.
Nossas coxas se roçam num frenesi constante
Ao ritmo alucinante da música.
As roupas absolvem o cheiro dos nossos corpos
Que guardado nos acompanha depois da despedida.
Nossas bocas se juntam e nossas línguas se divertem
Num bailado louco, buscando um prazer quase inexistente.
Nossos olhos se enchem do líquido lacrimal na hora do adeus,
E nos despedimos eufóricos, embriagados da saudade
Que nos acompanhará até o dia seguinte...
Quando ao som do telefone falaremos: “Alô!”

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um poema para Nathália



Primeiro penso; depois, não penso mais.
A angústia de querer-te é talvez, mil vezes
Pior que a certeza de não ter-te.
O frio que cobre o meu corpo da tua ausência
É amargo e fedorento, distanciando-me
Do perfume suave das rosas angelicais
Plantadas no jardim do teu coração.
O pranto que escorre pelo meu rosto
É como o ácido, cálido de um parto prematuro;
A falta do teu beijo, me consume
Como o desejo consume uma virgem
O teu olhar que não vejo, é como a noite quente
Dos pântanos urbanos.
Só a luz da tua presença, a força do teu abraço,
 me impedirão de sucumbir nesse mar de nada
que me cerca, a mim e a ti.
Vem! Deixa a ausência de fora e bebe comigo
Nessa taça de cristal, o mais sublime amor
Que preparei pra nós...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

pedaços2...




O sol ardia no teu corpo
O teu peito previa um momento breve de saudade
A tua razão se debatia com a realidade
Teus olhos pequenos e negros me buscavam em vão.
Nas tuas mãos impacientes e quentes
A expressão rítmica do toque ardente.
Teus seios expostos, à mercê do vento
Que acariciava e os deixavam sedentos
Dos afagos meus...
E o teu ventre queimava como um vulcão
Que sem avisar, explode e derrama
Toda sua lava quente vinda das entranhas
E molha assim todo meu redor, e,
Sem menos esperar como começou pára
E volta tudo a ser como antes.
Você ali, na areia quente da praia
A me buscar com os olhos
A me sentir com as mãos
A me previr com seu peito
A me querer no seu leito
A me matar de paixão.

pedaços 1...


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fotografia





Essa foto, é como o canto da sereia;
mágica; hipnótica, linda e melancólica.
Me arrebata da realidade virtual e
me lança contra o muro da sensatez, mórbida e descrente.
É translúcida, meio opaca, porém, é nítida como o dia
é bela como o sol, é suave como a lua!
Assim é você, assim é seu retrato, desnudo pelos olhos meus
que transbordam de lágrimas doces, néctar da tua beleza.
Assim é teu olhar, flamejante como um vulcão em chamas,
expelindo "lava" quente e pura, "lavando" o pecado do desamor
e fazendo ferver no coração desse poeta a fonte do prazer,
o prazer de sentir em ti, o que mortal nenhum conseguiria,
e que somente os anjos poderiam, se a terra por ventura habitassem,
e mesmo assim comigo lutariam pelo amor que é teu, só teu
e que se assim o desejasse poderia
dedicar-me, imenso e tão sublime amor um dia