segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Flores de abril




Nas flores mais belas de abril
Descubro a delicadeza do teu sorriso
O doce aroma da tua boca
O brilho leve do teu olhar.
Vento de paixão a açoitar meu coração
Mortal pelo teu amor
E eterno pela tua magia.
Tua pele  é como pétala fina
Das rosas afrodisíacas e levianas
Que brincam de ciranda com os sentimentos meus.
Teu sorriso acalanta a minha dor
Teu abraço me fere profundamente
Teu pensamento sufoca a minha voz
E eu me calo, sozinho, pensando
Querendo tanto você
Que chego a me transportar
No vôo livre de uma borboleta
Pra dentro do teu peito
da tua sensatez.
Calar essa paixão é tarefa impossível
É riscar o sol com a pena de um pássaro
É como olhar teus olhos e não se encantar.

UMA FESTA, UMA DANÇA, UM ADEUS




É um furor dentro da alma
Que vai queimando de fora pra dentro
Separando fibras e ajuntando moléculas distantes.
É essa música frenética
Que distorce minha consciência
E amansa meu coração.
Empurra os graves, ouvido abaixo
E me faz vomitar agudos estridentes de prazer,
Repelindo o suor efervescente que desce pela minha espinha
E se mistura ao toque suave da tua mão.
Nossas coxas se roçam num frenesi constante
Ao ritmo alucinante da música.
As roupas absolvem o cheiro dos nossos corpos
Que guardado nos acompanha depois da despedida.
Nossas bocas se juntam e nossas línguas se divertem
Num bailado louco, buscando um prazer quase inexistente.
Nossos olhos se enchem do líquido lacrimal na hora do adeus,
E nos despedimos eufóricos, embriagados da saudade
Que nos acompanhará até o dia seguinte...
Quando ao som do telefone falaremos: “Alô!”