segunda-feira, 29 de março de 2010
Um dia... amei.
Um dia, eu pensei que poderia amar... amei.
E que o amor era eterno... e é, eu sei.
Porém, meu coração bateu descompassadamente, muitas vezes
E muitas vezes eu chorei...
um choro amargo e quente, que coroe as entranhas,
Fere a alma e derrete o sentimento.
Um dia, eu até pensei que poderia te amar...
Um amor assim... sem pretensão, sem juízo.
E amei.
Mas um dia eu pensei que poderia ter você... errei!
É que doeu... uma dor diferente, mórbida e fria.
Uma dor que jamais sentira e que agora, muitas vezes sinto.
E uma chama queimou por dentro como um vulcão ardendo
Como uma voz dizendo: Não!
Quando o que eu mais queria, era tua boca dizendo: Sim!
E nossos corpos se envolvendo como águas
quente e fria que se misturam
E de repente, as duas são uma só
Morna, na metade do amor, que atrai os dois...
E vão ficar assim até esfriarem juntas ou ferverem juntas
num amor eterno... fatal...
quarta-feira, 24 de março de 2010
Madrugada
Na madrugada, ouço os sons da noite...
Neles escuto frases doces, amargas,
Neles escuto frases doces, amargas,
ásperas e delicadas.
Nas cores da madrugada
Nas cores da madrugada
eu vejo silhuetas que parecem com as suas,
vejo olhos tristes nas ruas;
vejo olhos tristes nas ruas;
bocas frenéticas se beijando
ouço corações batendo forte,
ouço corações batendo forte,
quase explodindo.
Vejo roupas suadas e às vezes,
Vejo roupas suadas e às vezes,
corpos frios...
vejo o pulsar do sexo
por debaixo da roupa.
por debaixo da roupa.
Vejo seios empinados
blusas abertas...
vejo mãos buliçosas e carinhosas.
vejo mãos buliçosas e carinhosas.
Vejo sorrisos e choros...
vejo pessoas que saem
vejo pessoas que saem
e pessoas que chegam...
Na madrugada, penso em você,
Na madrugada, penso em você,
em mim, em toda humanidade...
penso em você... em mim... na madrugada.
penso em você... em mim... na madrugada.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Tirar da flor o mel
é como a abelha faz...
é assim, meu amor por ti
num vôo suave e preciso
acerto teu coração e te beijo
buscando o cheiro da tua alma...
refinada, desdobrada no vento melodioso
da minha imaginação.
Suave lembrança, cantiga
mágica eufórica de segredos doces...
viagem na liberdade do abraço
do amasso, do corpo, do braço...
do coração.
Tempo de flor e de mel
colheita prematura dos encantos
busca da vida, do amor, do querer... busca de você.
é como a abelha faz...
é assim, meu amor por ti
num vôo suave e preciso
acerto teu coração e te beijo
buscando o cheiro da tua alma...
refinada, desdobrada no vento melodioso
da minha imaginação.
Suave lembrança, cantiga
mágica eufórica de segredos doces...
viagem na liberdade do abraço
do amasso, do corpo, do braço...
do coração.
Tempo de flor e de mel
colheita prematura dos encantos
busca da vida, do amor, do querer... busca de você.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
MENTE PERIGOSA
Não vem do pensamento, nem da alma.
Vem do nada.
Do nada que somos, do mundo em que vivemos,
As loucuras que fazemos,
as besteiras que pensamos.
Não vem de lugar nenhum, esse nosso desejo,
de sermos mais
ou nos acharmos menos,
do que quem é menos que nós.
Não vem de lugar nenhum, esse nosso desejo de pensarmos que
não somos o que queremos...
Vem de dentro do estômago, azedo e fedorento,
esse desejo torpe
de querer o que não nos pertence;
De achar que o amor é o razão do tesão
e da loucura de possuir alguém numa cama fria de um motel nojento.
É de nós, do ser humano,
do ser insano e profano,
a desculpa pudica de não te desejar porque á pecado...
quem diria que a religião pra isso serviria?
Ah! nem pense nisso, esbelta menina,
se é de perigo que alimentas tua mente,
Vem correr perigo comigo,
e se uma vez só não bastar,
vem novamente.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Açúcar e poesia
Minha doce poesia, vim te encontrar agora,
pois, a distância dos corpos e o silêncio dos dias,
deixam em mim um imenso vazio.
Tuas palavras doces refletem um encanto
tamanho, que a abelha mais pura
dessa doçura desejaria.
Provar desse mel.
que ora da tua boca derramas em doces
frases que confundem plebeus e monarquia.
És santa, és pura, és magia... és a razão, até,
da sabedoria
dos poetas que se embriagam
em teus versos e morrem
na doce ilusão de ter-te um dia.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
In sanidade...
Sai daqui, da minha alma
Arrancando junto com sentimentos
Rasgando meu peito e chorando
Lágrimas, ácidas e febris,
Indolores do passado meu.
Derramando em meu rosto
A derradeira gota, lambida belo vento
Ateu e insano...
Elo democrático entre você e mim
Rebuscando as convicções de Deus
Em nossos corações.
Amargos pensamentos me sufocam
e eu,
O poeta rebelde, de soluções lógicas,
Te convido a dançar na noite
Enquanto baila pra nós, o lobisomem,
Bestial e insensato, gritando seus temores e
Bebendo na taça da amargura, eclética e meio
Torta, sem razão...
Troca de caráter, carinho, caricatura nossa de cada dia
É daqui que sai essa míope revelação infértil.
Tortuosa e primária paixão...
É daqui que sai o nosso amor.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Que dor é essa?
Ai, que dor é essa?
Essa dor que me arrebata da razão e me impede de ser feliz.
Essa dor tão doída que me tira a consciência, a sensatez...
Ai, que dor é essa?
Essa dor que ninguém pode sentir por mim
que dor é essa, que destrói o roseiral de minha alma, do meu coração.
Ai, que dor é essa; tão grande, que me arremete de volta ao ponto de partida,
Que queima e machuca o local da ferida.
Ai que dor tão distante, que não posso alcançá-la, nem curá-la.
Essa dor, sem sentido, que sinto todas as noites antes de dormir
E ao acordar pela manhã, volto a sentir.
que dor essa, que não posso dividir,
Ai, que dor é essa?
Que me tira o gosto do café matinal, que amarga meu doce
Que grita em mim mais forte que eu.
Que abafa minha voz, que não me acalanta, só dói.
Ai, que dor é essa? Que dor é essa?
Assinar:
Postagens (Atom)






