segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Açúcar e poesia

Minha doce poesia, vim te encontrar agora,
pois, a distância dos corpos e o silêncio dos dias,
deixam em mim um imenso vazio.

Tuas palavras doces refletem um encanto
tamanho, que a abelha mais pura
dessa doçura desejaria.
Provar desse mel.

que ora da tua boca derramas em doces
frases que confundem plebeus e  monarquia.

És santa, és pura, és magia... és a razão, até,
da sabedoria

dos poetas que se embriagam
em teus versos e morrem
na doce ilusão de ter-te um dia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

In sanidade...

Sai daqui, da minha alma
Arrancando junto com sentimentos
Rasgando meu peito e chorando
Lágrimas, ácidas e febris,
Indolores do passado meu.
Derramando em meu rosto
A derradeira gota, lambida belo vento
Ateu e insano...
Elo democrático entre você e mim
Rebuscando as convicções de Deus
Em nossos corações.
Amargos pensamentos me sufocam
e eu,
O poeta rebelde, de soluções lógicas,
Te convido a dançar na noite
Enquanto baila pra nós, o lobisomem,
Bestial e insensato, gritando seus temores e
Bebendo na taça da amargura, eclética e meio
Torta, sem razão...
Troca de caráter, carinho, caricatura nossa de cada dia
É daqui que sai essa míope revelação infértil.
Tortuosa e primária paixão...
É daqui que sai o nosso amor.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Que dor é essa?


Ai, que dor é essa?
Essa dor que me arrebata da razão e me impede de ser feliz.
Essa dor tão doída que me tira a consciência, a sensatez...
Ai, que dor é essa?
Essa dor que ninguém pode sentir por mim
que dor é  essa, que destrói o roseiral de minha alma, do meu coração.
Ai, que dor é essa; tão grande, que me arremete de volta ao ponto de partida,
Que queima e machuca o local da ferida.
Ai que dor tão distante, que não posso alcançá-la, nem curá-la.
Essa dor, sem sentido, que sinto todas as noites antes de dormir
E ao acordar pela manhã, volto a sentir.
que dor essa, que não posso dividir,
Ai, que dor é essa?
Que me tira o gosto do café matinal, que amarga meu doce
Que grita em mim mais forte que eu.
Que abafa minha voz, que não me acalanta, só dói.
Ai, que dor é essa? Que dor é essa?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Doi...




Dói quando se junta o amor e a paixão;
Dói quando se junta o desejo e a razão;
Dói quando se diz sim;
Dói quando se diz não;
Dói quando o vaso quebra;
Dói para consertar.
Dói quando se vai embora;
Dói muito mais pra voltar.
Dói quando o amor demora;
Dói quando vai chegar.
Dói tudo dentro da gente
Tudo que é diferente
Mesmo que o que se sente
seja o melhor pra nós.
Mas o que mais dói na vida
é saber que o “que” pára o sofrimento
é o AMOR, o que mais dói.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DESERTO...




é um vazio que queima nossa alma;
é uma areia que cega nossos olhos;
é um vendaval que nos arrebata.
Deserto, é um nada que vemos;
é uma extensão de milhares de milhas
sem nada, sem nada...
Deserto, é o que tentamos tocar, e nossas
mãos não conseguem;
é o perfume que sentimos e não vemos.
Deserto, é a cama em que dormimos;
é o espaço entre ela e eu.
Deserto, é o beijo que trocamos;
sem sabor, sem sabor...
Deserto, é o café da manhã;
é a distância na mesa.
Deserto, é o sentimento, é o sentimento.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UMA FESTA, UMA DANÇA, UM ADEUS




É um furor dentro da alma
Que vai queimando de fora pra dentro
Separando fibras e ajuntando moléculas distantes.
É essa música frenética
Que distorce minha consciência
E amansa meu coração.
Empurra os graves, ouvido abaixo
E me faz vomitar agudos estridentes de prazer,
Repelindo o suor efervescente que desce pela minha espinha
E se mistura ao toque suave da tua mão.
Nossas coxas se roçam num frenesi constante
Ao ritmo alucinante da música.
As roupas absolvem o cheiro dos nossos corpos
Que guardado nos acompanha depois da despedida.
Nossas bocas se juntam e nossas línguas se divertem
Num bailado louco, buscando um prazer quase inexistente.
Nossos olhos se enchem do líquido lacrimal na hora do adeus,
E nos despedimos eufóricos, embriagados da saudade
Que nos acompanhará até o dia seguinte...
Quando ao som do telefone falaremos: “Alô!”

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um poema para Nathália



Primeiro penso; depois, não penso mais.
A angústia de querer-te é talvez, mil vezes
Pior que a certeza de não ter-te.
O frio que cobre o meu corpo da tua ausência
É amargo e fedorento, distanciando-me
Do perfume suave das rosas angelicais
Plantadas no jardim do teu coração.
O pranto que escorre pelo meu rosto
É como o ácido, cálido de um parto prematuro;
A falta do teu beijo, me consume
Como o desejo consume uma virgem
O teu olhar que não vejo, é como a noite quente
Dos pântanos urbanos.
Só a luz da tua presença, a força do teu abraço,
 me impedirão de sucumbir nesse mar de nada
que me cerca, a mim e a ti.
Vem! Deixa a ausência de fora e bebe comigo
Nessa taça de cristal, o mais sublime amor
Que preparei pra nós...